Alimentação Complementar para o Bebê

Quando introduzir a alimentação complementar para o bebê?

Esta é um dúvida muito comum a várias mamães. O recém-nascido amamentado ao seio não necessita de nenhum tipo de alimento adicional, até os seis meses de idade.

Embora a produção de leite materno (colostro) nos dois a três primeiros dia seja pequena, em condições normais, as crianças nascem com boa reserva de energia na forma de glicogênio e tecido adiposo e também nível elevado de hidratação. Isto garante sua manutenção nos primeiros dias de vida enquanto a lactação não se estabelece plenamente.

Amamentar é um deliciosa atividade e que deve ser incentivada pelo pai e por toda a família. O leite materno é o melhor alimento do ponto de vista nutricional, reforça o sistema imunológico do bebê e pode exercer um importante papel preventivo de doenças e riscos nutricionais.

Um bebê amamentado ao seio raramente adoece!

Muitas são as vantagens que a amamentação pode trazer para o bebê:

  • Tem água em quantidade suficiente; mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água;
  • Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança;
  • Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de suplementos vitamínicos na maior parte das vezes;
  • Possui um tipo de ferro que é bem absorvido no intestino da criança;
  • Tem quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;
  • É de fácil digestibilidade, sendo portanto facilmente absorvido pelo bebê;
  • Protege o bebê de infecções (especialmente diarréias e pneumonias);
  • Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus. Portanto, crianças que mamam no peito tem menor risco de morrer por diarréia, de pneumonia do que os bebês alimentados com leite de vaca ou artificiais;
  • Crianças que tomam mamadeira têm maior risco de obesidade na vida adulta;
  • Nos bebês, o ato de sugar o seio é importante para o desenvolvimento da mandíbula, dentição e músculos da face, contribuindo também para outros benefícios, como o bom desenvolvimento da fala.

Para uma adequada amamentação, a lactante precisa ter uma dieta especial, rica em líquidos e equilibrada em calorias, vitaminas e minerais. O nutricionista deverá elaborar orientações personalizadas para cada mamãe. Assim será possível garantir uma amamentação tranquila até os seis meses de idade.

Após esta idade, será preciso introduzir outros alimentos, gradualmente, na dieta da criança, primeiro para complementar o leite do peito e, progressivamente, para substituí-lo e adaptar a criança alimentação do adulto.

Alguns motivos podem fazer com que a introdução de outros alimentos seja antes, especialmente quando a amamentação precisa ser diminuída antes do seis meses. É o caso de mães que trabalham fora e de outras que precisam usar medicações. O pediatra deverá orientar este tipo de situação já que a introdução de outros alimentos deve respeitar a maturidade da criança.

A partir do sexto mês de vida a maioria das crianças está preparada para aceitar a alimentação pastosa. Nesta fase ocorre a maturação da função gastrointestinal e renal e o desenvolvimento neuromuscular. Aos poucos, a criança vai criando capacidade física e fisiológica para adaptar-se a diferentes alimentos, texturas e modos de alimentação.

A alimentação complementar ideal em termos nutricionais deve conter alimentos dos diversos grupos.

A primeira papinha deve ser de sal. Crianças que consomem primeiro a fruta desenvolvem preferência por sabor doce. Porém, toda a orientação deve ser discutida com o pediatra.

A primeira refeição de sal pode ser constituída de uma papinha grossa, cuja base seja arroz, batata ou inhame, acrescidos de hortaliças, de caldo de carne, leguminosa e um óleo vegetal. Do grupo das leguminosas podem ser usados caldo de feijão, purê de ervilhas e de lentilhas. As carnes devem ser oferecidas em caldos (boi e frango). As hortaliças devem ser cozidas e peneiradas. Alguns alimentos do grupo dos vegetais não devem ser usados, sobretudo os que possam conter agrotóxicos como tomates e pimentões. Alimentos de sabor forte como cebola e alho, ervas e condimentos não devem ser usados. A amamentação deve continuar em livre demanda após o sexto mês de vida. Após a introdução da refeição de sal, frutas e sucos podem ser usados, especialmente nos intervalos da manhã e da tarde. Frutas como morango devem ser evitadas, assim como as ácidas (limão, abacaxi). Se possível, evite adicionar açúcar aos sucos. A laranja Serra d'água pode ser uma excelente opção para se misturar a outros sucos, evitando assim adoçá-lo.

De forma geral, a rotina diária para crianças (a partir de seis meses) que irão introduzir pela primeira vez a refeição de sal deve ser da seguinte maneira:

• Pela manhã: aleitamento materno em livre demanda
• Almoço (10-12h):refeição de sal
• À tarde: aleitamento materno
• Intervalo (17-18h): aleitamento materno
• À noite: aleitamento materno

De acordo com orientação profissional os intervalos da manhã e da tarde serão substituídos por frutas e sucos. No caso de mães que não podem amamentar nos intervalos da manhã e da tarde, um profissional deve ser consultado sobre a fórmula láctea a ser usada. O jantar só deve ser introduzido por volta do nono mês.

A formação do hábito alimentar da criança começa com a introdução da alimentação complementar. Assim, a família precisa ficar atenta e garantir a melhor qualidade dos alimentos para a criança para que elas cresçam e sejam adultos saudáveis.

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Texto: Paula Silva Amora (nutricionista) & Mariana Braga Neves (nutricionista da Nutrício)