A Alimentação da Mãe e as Cólicas do Bebê

As vantagens do aleitamento materno já são bem conhecidas.  O leite materno possui todos os nutrientes essenciais para o crescimento do bebê nas quantidades certas, além de auxiliar na proteção contra infecções e alergias. É o principal meio de contato com a mãe após o nascimento, transmitindo amor e carinho. Diminui as chances de a mãe ter câncer de mama e de ovário.

A recomendação é que o bebê mame exclusivamente no peito até os seis meses. Dos sete meses até dois anos ou mais, as mamadas devem ser mantidas mas é fundamental que outros alimentos sejam introduzidos.

A composição, o gosto e a quantidade do leite materno podem sofrer alterações devido a fatores como: estresse emocional, nível de hidratação, uso de medicações, fatores hormonais, uso de condimentos, cansaço, uso de álcool, exposição materna a metais pesados como o chumbo (inclusive presente em alimentos).

E as cólicas do bebê? O que fazer para evitar as cólicas dos bebês? Essa é uma pergunta comum feita pelas mãe.

Ela aparece na segunda ou terceira semana após o nascimento e pode durar  até os quatro primeiros meses da criança ou mais.  É caracterizada pelo choro excessivo, movimentação rápidas das perninhas, inquietude. Trata-se de uma situação fisiológica relacionada ao amadurecimento do organismo do bebê.

A relação entre o aumento das cólicas no bebê e a alimentação da mãe é polêmica. Sabe-se que o estado emocional da mãe tem interferência, podendo haver aumento da intensidade das cólicas em casos de nervosismo e agitação das lactantes.

Alguns estudos foram conduzidos como o objetivo de relacionar as cólicas com o que estava presente na alimentação da mãe e o resultado foi que a retirada de certos alimentos da dieta materna significou diminuição dos sintomas no bebê.

A dieta da mãe deve ser conduzida por um profissional sempre. No caso de uma dieta específica para evitar as cólicas é fundamental a orientação profissional, visto que restrições serão feitas e o nutricionista precisará indicar substitutos para os alimentos banidos do cardápio.

Vale lembrar que cada mãe tem uma percepção sobre os efeitos da dieta focada na redução das cólicas do bebê. Para algumas pouca diferença é observada. No entanto, a maioria das mães percebe resultado satisfatório. Tais dados são incentivo para novas pesquisas sobre o assunto.

A seguir alguns alimentos que podem estar relacionados ao aumento das cólicas do bebê e que devem ser evitados na dieta materna desde que com orientação profissional:

  • Alimentos ricos em cafeína como café, chocolate, alguns refrigerantes, chá verde, mate, preto;
  • As frutas cítricas como a laranja, o limão, mexerica;
  • Vegetais como brócolis, repolho, couve;
  • Temperos, condimentos e especiarias como pimenta, gengibre, molhos industrializados, mostarda, alho, cebola;
  • Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, soja;
  • Amendoim, amêndoas, nozes, castanhas;
  • Leite e derivados (iogurtes,queijos);
  • Cereais como o milho e produtos feitos com ele: canjica, pipoca, milho cozido.

Vale lembrar que mãe que amamenta precisa ter uma alimentação rica em nutrientes. Assim, é indispensável incluir frutas, sucos, vegetais, gorduras boas, carboidratos e proteínas.

A Nutrício possui programas nutricionais específicos para a alimentação complementar do bebê. Trabalhamos também com o planejamento de refeições e criação de cardápios familiares (serviço de Personal Health disponível para todo o Brasil). Encontre o nutricionista mais próximo de você pesquisando em nossa Rede Credenciada de Nutricionistas.

Texto: Gleiciane Soares (estagiária da Nutrício) & Mariana Braga Neves (nutricionista da Nutrício)