A epilepsia é um distúrbio que afeta o cérebro e se expressa por repetidas crises, caracterizadas por manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Trata-se de um conjunto de condições neurológicas que levam às descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Estas consequentemente desencadeiam as crises epilépticas.
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O manejo dietético tem
se mostrado útil para auxiliar o tratamento médico.
A alimentação para pessoas que apresentam este distúrbio,
deve ser especial e balanceada. Existem algumas alternativas de dietas especiais para quem apresente epilepsia. A Dieta Cetogênica é uma proposta quando as outras opções de tratamento surtem pouco efeito. Trata-se de uma programação alimentar rica em lipídios e pobre em carboidratos. É um tratamento muito restritivo e toda a programação deve ser calculada com os dados como peso, estatura e idade. A ideia da dieta cetogênica é criar, no portador do distúrbio, um estado de cetose. Quando o organismo recebe pouco carboidrato e muita gordura é comum que as células do cérebro |
se nutram de corpos cetônicos. É exatamente
este fato que gera um controle da crises. O atendimento nutricional é
fundamental no processo terapêutico e a atuação do
nutricionista não se limita à prescrição e
orientação dietética, mas é um elemento de
apoio e incentivo na sua adoção e seguimento. Fazer uma
dieta cetogênica sem orientação é um erro grave.
O contato do nutricionista com o médico responsável pelo
acompanhamento do cliente é fundamental.
O trabalho nutricional se inicia com uma progressiva e gradual diminuição
da quantidade de carboidratos e proteína e com o aumento do lipídio
(gordura). A porcentagem de lipídios a ser traçada na programação
alimentar depende, dentre outros fatores, da necessidade e gravidade do
quadro. Em casos mais graves pode ser preciso que o início da dieta
seja feito em nível hospitalar. Os resultados da dieta cetogênica
são satisfatórios mas é necessário acompanhamento
profissional.
Outra alternativa é o aumento dos ácidos graxos poliinsaturados
na dieta. Estes ajudam no desenvolvimento cerebral e reduzem a excitabilidade
das células nervosas que podem induzir a crise. São normalmente
encontrados na forma líquida (óleo) e em produtos de origem
vegetal, exceto para os óleos de peixe, que também são
ricos em Ácidos Graxos insaturados, apesar de serem produtos de
origem animal.
Texto: |
Mariana Braga Neves -
Nutricionista |
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Emanuelle
Vieira - graduanda
em Nutrição |

