ALIMENTAÇÃO PARA A SÍNDROME DE DOWN
Síndrome de Down é uma
condição genética caracterizada pela presença
de três cópias do cromossomo 21, sendo também conhecida
como Trissomia do cromossoma 21. Essa condição
leva ao portador a apresentar uma série de características
específicas muitas das quais fazem com o que o acompanhamento nutricional
auxilie na qualidade de vida do portador.
Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico
que descreveu a síndrome em 1862. A sua causa genética foi
descoberta em 1958 pelo professor Jérôme Lejeune, que descobriu
uma cópia extra do cromossoma 21.
A síndrome é caracterizada por uma combinação
de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente
a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades
de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de
aparência facial. A síndrome de Down é geralmente
identificada no nascimento.
Os músculos do portador da Síndrome de Down apresentam uma
hipotonia, condição que pode estar presente inclusive naqueles
envolvidos no processo digestório. Por este motivo, a constipação
intestinal é comum. Alguns portadores, especialmente crianças,
têm dificuldade de mastigação. O consumo de alimentos
pode ser elevado devido à dificuldade em se sentirem saciados.
Por todos estes motivos, o ganho de peso é uma preocupação
freqüente quando se faz o acompanhamento do portador já que
este dificulta as atividades da criança (brincar, correr) e está
relacionado ao agravamento de problemas cardíacos. O cuidado
nutricional deve focar o controle do peso.
A educação nutricional, por meio de atividades próprias
para a idade, é extremamente importante para que as crianças
aprendam a se alimentar. No adulto, a reeducação alimentar
também é indicada. Uma nutrição adequada evita
problemas futuros e tranqüiliza a família. A incorporação
de bons hábitos alimentares deve ser gradual e contínua,
daí a importância do nutricionista no processo.
A avaliação nutricional inclui várias etapas. A primeira
é a análise alimentar, na qual a nutricionista saberá
um pouco sobre hábitos, horários, preferências e limitações.
A segunda parte é destinada avaliação antropométrica
na qual a nutricionista fará a aferição de peso,
altura e composição corporal. As crianças com Síndrome
de Down possuem, em geral, um ritmo de crescimento e desenvolvimento inferior,
se comparadas às crianças não portadoras. Por isto,
é importante que estas sejam avaliadas de forma específica.
A análise destes dados deve ser feita pelas s curvas de crescimento
específicas para a população com Síndrome
de Down conhecidas como curvas de crescimento de Mustacchi e de
Cronk et al.
A alimentação de portadores da Síndrome de Down segue
os princípios da alimentação saudável. A dieta
deve ser fracionada ao longo do dia para que sejam evitados os excessos
em cada refeição. Os pais devem proporcionar um ambiente
calmo e a criança deve ser a mastigar bem os alimentos e comer
devagar. O trabalho com o fonoaudiólogo poderá auxiliar
no processo mastigatório. As refeições devem ser
equilibradas e planejadas de acordo com as características específicas
como peso, estatura e após análise de exames laboratoriais.
Em geral, os pratos devem ser atrativos e coloridos e deve-se incentivar
o consumo de frutas, verduras e hortaliças, restringir a quantidade
de massas, doces e refrigerantes.
A dieta rica em fibras é indicada não somente para controle
da quantidade ingerida (já que promove saciedade) como também
para auxiliar no trânsito intestinal. Deve ser acompanhada de líquidos,
especialmente água e sucos naturais.
A inclusão dos alimentos funcionais, como uva roxa, alimentos ricos
em ômega 3 (peixes, linhaça) , azeite previne doenças
cardiovasculares. A prática da atividade física com a dieta
associada, é útil para o controle do peso.
Texto: |
Emanuelle
Maria Vieira - graduanda em nutrição |
|
Mariana Braga Neves - Nutricionista |

