Controle Alimentar na Halitose ( Mau Hálito )

A halitose ou mais comumente denominado mau hálito, é a eliminação de odores desagradáveis provenientes da boca ou da respiração, que pode ser reflexo da alimentação, jejum prolongado, má higiene oral, baixo fluxo salivar e também consequência de determinadas doenças como os problemas renais, hepáticos ou diabetes.

O mau hálito matinal, ao acordar, não está inserido neste contexto, pois decorre de uma hipoglicemia natural, referente ao tempo que o organismo ficou em jejum durante uma noite de sono, ao menor fluxo salivar neste período e sendo assim, consequentemente à presença de uma maior quantidade de bactérias.

Quando este odor desagradável não tem origem de alguma doença ou disfunção pode ser que a alimentação esteja interferindo neste processo, muitas vezes por alimentos que comumente estão associados a este quadro ou outros que causam particularmente nas pessoas esta reação.

Uma alimentação bastante rica em gorduras e proteínas pode alterar o tipo de bactérias da boca, havendo um aumento do número de bactérias que se alimentam de proteínas (bactérias proteolíticas). Sendo assim estes microorganismos passam a se alimentar de células da descamação da nossa mucosa, processo este que libera enxofre e deixa um hálito muito desagradável.

Ao contrário, há estudos que demonstram que pessoas que consomem grandes quantidades de vegetais, que são ricos em fibras e, por isso, ajudam no funcionamento do intestino, acelerando o trânsito intestinal e diminuindo a proliferação pelas bactérias, têm menor chance de desenvolver mau hálito.

Há ainda alguns alimentos que têm o poder de causar o mau hálito, algumas vezes por já possuírem como característica um forte odor ou outras por terem uma digestão lenta e proporcionar a saída de gases fétidos. São eles: alho, cebola, couve de bruxelas, couve-flor, alcachofra, queijos e alimentos muito gordurosos (frituras), azeitonas, ovos, algumas frutas como goiaba e mamão, alguns condimentos como cravo da índia, cominho e pimenta, maionese, salame, presunto, mortadela, sardinha e as bebidas alcoólicas. Por isso quando não há nenhuma outra doença, nem problema detectado pelo dentista, estes alimentos devem ser evitados a fim de que se consiga diminuir o odor desagradável da boca.

A maçã é considerada uma ótima aliada à halitose, pois além de ser rica em fibra, é um alimento que estimula a salivação e é considerado um detergente potente para a limpeza da saburra da língua - massa amarelada que recobre a língua e que geralmente é a principal causa da ocorrência da halitose.

A produção e secreção de salivar é um aspecto muito importante na ocorrência da halitose, pois é ela que mantém o PH bucal adequado e equilibra portanto os níveis de oxigênio. Assim, uma boca que apresenta pouca produção de saliva - quadro conhecido como Xerostomia - em que propicia uma diminuição de oxigênio e consequentemente a ação de bactérias anaeróbias, que produzem odores desagradáveis. Para estas pessoas é interessante a ingestão de alimentos com alta concentração de líquidos como frutas, sucos e sopas e alimentos mais úmidos e cremosos. Dica: as frutas mais duras, como maçã, pêra também auxiliam na produção de saliva.

Mas os dentistas afirmam que a maioria dos casos de halitose é devido à má higienização da cavidade oral, que compreende os dentes e toda a extensão da boca, inclusive língua e bochechas, que muitas vezes são esquecidas, e quando esta limpeza não ocorre satisfatoriamente, isso faz com que resíduos de alimentos se acumulem na boca e sofram deterioração, ocasioando mau cheiro. Portanto, para evitar e controlar o problema, escova de dente e pasta na mão, água no copo e alimentos saudáveis no prato.

Texto: Cristhiane Foureaux (Nutricionista) e Mariana Braga Neves (Nutricionista)