Cuidado Alimentar e Dieta para alívio da Síndrome do Intestino Irritável ( SII )
Um dia o intestino está preso. No outro, diarréia. Náuseas, dores de cabeça, fezes espedaçadas, sensação de insuficiência ao evacuar, distensão abdominal, dor e muitos gases. Tais sintomas podem indicar a Síndrome do Intestino Irritável, ou cólon irritável, uma desordem gastrointestinal comum na nossa população, pelo menos nos dias de hoje.
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A disbiose
intestinal, o estresse, a dieta inadequada, as alergias e intolerâncias
alimentares, as alterações hormonais e o uso de medicação
irritante, podem estar por trás deste transtorno que não
tem como causa alterações estruturais do intestino,
mas sim, da funcionalidade do mesmo. Assim, como os sintomas da síndrome
(SII) podem ser confundidos com outras doenças, torna-se de
extrema importância a avaliação do médico
para o diagnóstico e o adequado tratamento. O cuidado na alimentação é fundamental e é capaz de amenizar o desconforto causado. A sensibilidade a um ou outro alimento é individual e normalmente a dieta de exclusão pode ser indicada, ou seja, o nutricionista retira um alimento suspeito e observa se o paciente terá alívio dos sintomas. Porém, de forma geral, alguns alimentos parecem ser mais agressivos e por isto devem ser considerados suspeitos e retirados da |
alimentação para observação.
São eles:
• leite e os derivados que contiverem lactose (queijo minas, requeijão);
• alimentos com cafeína: chá preto, chá mate,
chá verde, café, chocolate, coca;
• condimentos e especiarias: canela, pimenta, alho, cebola;
• frutas cítricas: laranja, limão, abacaxi, maracujá;
• alimentos muito gordurosos: frituras, amendoim, queijos amarelos;
• refrigerantes, bebidas alcoólicas;
• alimentos com glúten: pão, macarrão, bolo,
biscoito;
• alimentos ricos em sacarose: açúcar, doces;
• algumas carnes, como a de porco.
Para o tratamento alimentar, o uso dos probióticos (microorganismo
que melhoram a flora intestinal) está indicado. Este pode ser feito
sob a forma de suplementos (sachês ou cápsulas) ou ainda na
forma de iogurtes. As fibras, presentes nas frutas, nos vegetais, nos cereais
e na forma de suplementos podem ser usadas na dieta, porém após
avaliação da tolerância individual.
Deve-se ainda aumentar ingestão de alimentos
ricos em Ômega 3 como os peixes de água gelada, especialmente
os mais fáceis para se encontrar como salmão e sardinha.
O uso dos alimentos ricos em cálcio como os “leites”
de soja fortificados e as fontes de magnésio ( tofu, soja, tomate)
além de chá que auxiliam a eliminação dos
gases (melissa, camomila) podem auxiliar o tratamento que é complementado
com cuidados com o sono, hidratação, prática da atividade
física e diminuição do estresse.
| Texto: | Mariana Braga Neves - coordenadora da Nutrício |

